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Tudo sobre os patrimônios da humanidade na Itália (parte 1)

Dicas Cenci - 11/09/2019

Por Daniel Cury

Foto de capa: reprodução – A Última Ceia.

Você já deve ter ouvido falar que a Itália é o país com o maior número de patrimônios da Unesco em todo o mundo. Se não sabia, então agora está sabendo! Isso é reflexo de uma vasta história repleta de riquezas que a região teve ao longo de muitos séculos. Só de falar disso, todos nós já ficamos com vontade de conhecer todos os patrimônios que estão na Itália. Mas primeiro precisamos entender o que eles são!

O que significa ser Patrimônio Mundial?

Um Patrimônio Mundial, também conhecido como Patrimônio da Humanidade, é uma região, área, ou até mesmo um único prédio ou monumento que seja considerado como inigualável e de importância fundamental para a humanidade. Os valores deles podem ser naturais, históricos ou artísticos, ou até mesmo imateriais — como manifestações e rituais — e algumas vezes são mistos por unirem mais de um tipo. As áreas que recebem o título são denominadas sítios, e são estabelecidas pela UNESCO (sigla em inglês para a Organização das Nações Unidas pra a Educação, a Ciência e a Cultura), que é um órgão executivo da ONU.

Como a lista de sítios considerados patrimônios da humanidade ultrapassa os 50, vamos publicá-la em várias partes.

Confira a parte 1 da lista de patrimônios na Itália:

1- Reggia di Caserta (Palácio de Caserta)

Reggia di Caserta – Campânia. Foto: Carlo Pelagalli (Wikipedia)

Desde 1997, é considerado Patrimônio da Humanidade todo o conjunto que engloba o “Palácio barroco de Caserta e jardins, Aqueduto de Vanvitelli e Complexo arquitetônico de San Leucio”. O belíssimo lugar fica a pouco mais de 40km de Nápoles, na região da Campânia, e compreende um palácio barroco (encomendado pelo então Rei de Nápoles, Carlos VII) junto com um aqueduto que recebe águas de uma cascata e segue até a frente do palácio, formando uma estrutura que visava trazer a água necessária para manter a região, já que o Palácio foi criado com o objetivo de servir de base para a criação de uma nova cidade.

2- Edifícios de Palermo e Catedrais de Cefalù e Monreale de estilo árabe-normando

Catedral de Cefalù - Sicília
Catedral de Cefalù – Sicília. Foto: Roman Babakin / 123RF

Este é um exemplo de um sítio considerado Patrimônio da Humanidade que engloba diversos prédios e construções. As catedrais das cidades de Cefalù e Monreale, na Sicília, formam um conjunto arquitetônico com a cidade de Palermo e suas construções da cultura normando-arábica.

Ao todo, são nove construções no norte da Sicília, todas feitas no período do Reino Normando, que ocorreu de 1130 a 1194. São elas:

  1. Palazzo dei Normanni, hoje a sede da Assembleia Regional da Sicília, em Palermo;
  2. Capela Palatina, situada dentro do Palazzo dei Normanni;
  3. Palácio de Zisa, construído no século XII para ser residência dos reis normandos, também em Palermo;
  4. Catedral de Palermo, na região central da cidade, com sua construção bizantina e influências normandas;
  5. Igreja de São João dos Eremitas (San Giovanni degli Eremiti), em Palermo, construída no século VI e com influência islâmica;
  6. La Martorana, ou igreja de Santa Maria dell’Ammiraglio, em Palermo;
  7. Igreja de São Cataldo, localizada bem ao lado da La Martorana;
  8. Ponte do Almirante, ou “Ponte dell’Ammiraglio”, localizada na Piazza Scaffa, próxima da estação central de trem de Palermo;
  9. Catedral de Cefalú, a cerca de 70km de Palermo;
  10. Catedral de Monreale, a pouco mais de 10km do centro de Palermo.

3- Área arqueológica e basílica patriarcal de Aquileia

Basílica de Aquileia.
Basílica de Aquileia – Friuli-Venezia Giulia. Foto: Wikipedia

A região do Friul-Veneza Júlia (Friuli-Venezia Giulia) conta com uma antiga cidade romana muito importante, chamada de Aquileia. Distante cerca de 120km de Veneza, ela foi uma das cidades mais prósperas do Império Romano, tendo sido destruída por Átila, o Huno, em meados do século V. Com ruínas intactas, o local é o paraíso dos apaixonados por história e arqueologia.

4- Zona arqueológica de Agrigento

Zona arqueológica de Agrigento - Sicília.
Zona arqueológica de Agrigento – Sicília. Foto: Berthold Werner (Wikipedia)

Outro sítio arqueológico considerado Patrimônio Mundial foi este, conhecido como Vale dos Templos. Localizado na cidade de Agrigento, na Sicília, inclui sete templos, todos no estilo dórico, usados para adorar os deuses da época, incluindo Zeus, Juno e Héracles.

5- Zona arqueológica de Pompeia, Herculano e Torre Annunziata

Pompeia – Campania. Foto: Beckymccray (Pixabay)

Muito conhecido pelos turistas, este sítio se tornou patrimônio da humanidade graças a uma tragédia: a erupção do Vesúvio, que ocorreu em 24 de agosto do ano 79 d.C. Devido à cobertura da lava vulcânica, as ruínas destas cidades se mostraram muito bem conservadas, revelando cenas fundamentais para o entendimento de como era a vida durante o Império Romano.

6- Basílica de São Francisco de Assis

Assis – Umbria.
Assis – Umbria. Foto: Puvida Productions (Unsplash)

Localizada na região da Úmbria, a 30km da Perúgia e 170km de Roma, está é a cidade natal de São Francisco de Assis. Lá, a igreja-mãe da Ordem Franciscana se tronou Patrimônio da Humanidade, com destaque para os afrescos medievais presentes em suas paredes, que são verdadeiras obras-primas. Entre eles, merece destaque o ciclo de afrescos do grande pintor Giotto, que narra a vida de São Francisco.

7- Jardim Botânico de Pádua

Jardim Botânico de Pádua – Veneto.
Jardim Botânico de Pádua – Veneto. Foto: KLMircea / Flickr

Um dos jardins botânicos mais antigos do mundo, fundado em 1545, e também conhecido pelo nome de Orto Botanico, o Jardim Botânico de Pádua foi considerado patrimônio mundial em 1997. Com seu desenho inicial preservado até hoje, o jardim possui um centro circular cercado por água. Com os mesmos 22 mil metros quadrados desde 1552, é lar para as mais diversas espécies de plantas e serve até hoje como espaço de pesquisa científica em botânica.

8- Castel del Monte

Castel del Monte – Puglia. Foto: Giulia Gasperini / Unsplash

O castelo construído pelo imperador Frederico II a 50km de Bari é diferente do que estamos acostumados a ver! Seu formato perfeitamente octogonal é considerado a mistura perfeita de influências da antiguidade clássica, da arquitetura islâmica e do gótico europeu. Após ser construído, o local serviu como teatro, prisão, e muitas outras funções. Embora pareça uma fortaleza, há indícios de que nunca foi a intenção de que ele servisse como ponto de defesa. Situado no topo de uma colina, o castelo nunca sofreu nenhuma mudança em sua estrutura, apenas a deterioração de algumas decorações em mármore.

9- Catedral, Torre Cívica e Piazza Grande de Módena

Catedral de Módena e Torre Cívica.
Catedral de Módena e Torre Cívica. Foto: Rob Alter / Flickr

É impossível visitar a cidade de Módena, na região da Emilia-Romagna, e não se encantar com a Piazza Grande, da qual se vê, imponente, a Catedral (Duomo di Modena) e sua torre, chamada também de Ghirlandina. Construída no século XII, a Catedral é referência do início do período romântico, e foi construída pelo arquiteto Lanfranco, com obras de Wiligelmo na fachada, a maioria em baixo relevo, representando passagens bíblicas. A combinação da catedral e sua torre forma um sistema complexo bastante característico. Além disso, sua construção é um marco para duas coisas inéditas até então: a reutilização de estruturas antigas e a parceria entre um arquiteto e um escultor. Foi também a primeira vez que o nome do criador foi mais valorizado que o do fundador de uma construção, já que antes os arquitetos e artistas não eram considerados tão importantes quanto aquele que financiava a construção.

10- Igreja e convento dominicano de Santa Maria delle Grazie, com “A Última Ceia” de Leonardo da Vinci

Santa Maria dele Grazie - Milão
Santa Maria dele Grazie – Milão. Foto: Wikipedia

Desde 1980, a Unesco considera o conjunto arquitetônico que abriga uma das maiores obras de Leonardo da Vinci como patrimônio da humanidade. Localizado em Milão, o prédio foi construído em 1463, e reformado no final do mesmo século quando, somente então, Leonardo da Vinci pintou na parede norte uma de suas maiores obras.

Além do marco artístico que foi o afresco, que marcou uma nova fase na história da arte com a superdimensão dos corpos e a representação de um curto período de tempo, o complexo arquitetônico se mantém fiel ao que foi feito, mesmo após os danos causados durante a Segunda Guerra Mundial. Os cuidados com o local, especialmente com “A Última Ceia”, exigem que o número de visitas seja limitado: por isso as visitas ao local são feitas somente com agendamento.

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