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Vista de Nápoles de do seu famoso golfo; atrás, o vulcão Vesúvio

Nápoles, 5 lugares para você visitar

Arte e Arquitetura - 22/05/2019
Por Yuri Borges Loyola
Foto de capa: Tanialerro / 123RF

A cidade de Nápoles dispensa apresentações: famosa por fazer a melhor pizza do mundo, bem como o melhor café, a cidade é também rodeada por uma natureza formidável, abraçada pelo gigantesco vulcão Vesúvio e banhada por um mar deslumbrante. Mas além do mar e da comida, Nápoles tem muitas outras surpresas a oferecer a quem vai visitá-la. Aqui fizemos uma lista dos cinco lugares que você não pode deixar de conhecer quando for até lá!

Vista de Nápoles de do seu famoso golfo; atrás, o vulcão Vesúvio.
Vista de Nápoles de do seu famoso golfo; atrás, o vulcão Vesúvio. Foto: Eddy GAleotti / 123RF

1. Capela de San Severo

Poucos museus no mundo possuem obras de qualidade artística comparável às que esta pequena e quase escondida capela no centro de Nápoles abriga no seu interior. Discreta por fora, a Capela de San Severo contém algumas das estátuas mais belas da história da escultura italiana. As obras são particularmente famosas pela habilidade incrível dos escultores em representar no mármore cenas de extrema dificuldade.

A escultura mais conhecida é certamente o Cristo velato, que representa Jesus falecido e coberto por um diáfano lençol. A estátua é merecidamente considerada uma obra-prima da escultura pela extraordinária capacidade do escultor Giuseppe Sanmartino em deixar transparecer através do tênue véu seja a expressão de dor de Jesus, seja as chagas infligidas ao seu corpo. A perfeição é tanta que logo virou lenda: há quem diga que um lençol de verdade teria sido posto sobre o corpo já esculpido de Jesus e que só então o escultor Sanmartino, fazendo uso da alquimia, teria transformado o lençol em pedra!

O Cristo velato (1753), do escultor Giuseppe Sanmartino, uma das estátuas mais famosas contidas na Capela de San Severo.
O Cristo velato (1753), do escultor Giuseppe Sanmartino, uma das estátuas mais famosas contidas na Capela de San Severo. Foto: Museo Capella San Severo
O Cristo velato (1753), do escultor Giuseppe Sanmartino, uma das estátuas mais famosas contidas na Capela de San Severo.
O Cristo velato (1753), do escultor Giuseppe Sanmartino, uma das estátuas mais famosas contidas na Capela de San Severo. Foto: Museo Capella San Severo

2. Museu Arqueológico Nacional de Nápoles

Não é exagerado dizer que este é um museu único no mundo. Boa parte do acervo foi trazido diretamente da famosa cidade de Pompéia, soterrada pelas cinzas do Vesúvio na erupção de 79 d.C. Por este motivo é possível apreciar no Museu de Nápoles mosaicos, estátuas e até mesmo pinturas da Roma Antiga em ótimo estado de conservação. Pompéia era uma próspera cidade comercial e alguns de seus moradores mais abastados tinham investido boa parte de seu dinheiro na compra de obras de arte para embelecer suas casas. É por isso que no Museu de Nápoles podemos contemplar algumas das maiores obras-primas da Grécia Antiga, como o famoso Doríforo de Polícleto, estátua que representava o ideal de beleza e perfeição para os gregos. É importante também a seção do museu dedicada aos grafites encontrados nos muros das casas em Pompéia: de declarações de amor a ofensas obscenas, de anúncios imobiliários a propaganda política, os grafites de Pompéia nos revelam em um vislumbre um pouco do dia-a-dia do mundo antigo.

O Doríforo de Polícleto, cuja melhor réplica no mundo é justamente aquela conservada no Museu de Nápoles.
O Doríforo de Polícleto, cuja melhor réplica no mundo é justamente aquela conservada no Museu de Nápoles. Foto: Pngkey

3. Lungomare e Castelo do Ovo – Nápoles

O Lungomare, ou seja, a orla marítima de Nápoles é um dos cartões-postais da cidade: o mar de um azul resplandecente com vista para o Vesúvio de um lado e para a cidade no alto das colinas do outro tornam esse lugar único e extraordinário. De fato, um passeio à beira-mar é quase uma etapa obrigatória para quem visita a cidade e num dia ensolarado é possível desfrutar de toda a beleza natural da paisagem, animada também pelo ir e vir de passantes, ciclistas, barcos e pescadores. Ali perto encontra-se o legendário e imponente Castelo do Ovo: diz a lenda que ali dentro o poeta romano Virgílio teria escondido um ovo que, como um talismã, protege até hoje a cidade; se porventura esse ovo viesse a ser quebrado, não só o castelo desmoronaria, mas também toda a cidade de Nápoles! A entrada no grandioso castelo é aberta: não deixe de subir até o pátio no último andar, de onde poderá desfrutar de uma vista espetacular de todo o Golfo de Nápoles!

O famoso Castelo do Ovo na orla de Nápoles, dentro do qual estaria escondido o ovo-talismã que protege a cidade.
O famoso Castelo do Ovo na orla de Nápoles, dentro do qual estaria escondido o ovo-talismã que protege a cidade. Foto: Edella / 123RF

4. Catacumbas de San Gennaro –
Nápoles

As Catacumbas de San Gennaro, padroeiro da cidade, oferecem a possibilidade de realizar uma verdadeira viagem no tempo. Escavadas no subsolo da cidade, com algumas paredes que ainda revelam antigos afrescos e retratos, as vastas catacumbas, com suas ruas, salas e igrejas, parecem ser uma verdadeira cidade subterrânea. Antigamente um pequeno cemitério, as catacumbas foram ao longo dos anos crescendo após o corpo de San Gennaro ser ali trazido, pois diversos fiéis desejavam ser sepultados perto do santo padroeiro da cidade. Hoje em dia as tumbas estão vazias, pois os corpos foram transferidos para diferentes cemitérios de Nápoles por motivos de salubridade. Mesmo assim, a atmosfera das Catacumbas de San Gennaro permanece ainda misteriosa, emanando uma sensação de profunda antiguidade que parece nos remeter a outros tempos, deixando-nos pensativos sobre o significado da vida.

Catacumbas de San Gennaro, no subsolo da cidade, cuja vastidão e atmosfera misteriosa deixam impressionados.
Catacumbas de San Gennaro, no subsolo da cidade, cuja vastidão e atmosfera misteriosa deixam impressionados. Foto: Giuseppe D’Anna / Wikipedia (domínio público).

5. Jardim e Museu de Capodimonte

O majestoso Palácio de Capodimonte foi construído intencionalmente pelo rei de Nápoles Carlos VII para ser o museu privado da família real: aqui ele fez transferir boa parte da sua suntuosa coleção de arte, na qual se contam hoje numerosos quadros de pintores famosos como Michelangelo, Raffaello, Ticiano e Caravaggio. Com a conquista da cidade por parte do exército de Napoleão, os novos rei e rainha Joaquim e Carolina Bonaparte resolveram transformar o Palácio na própria residência real, e tal continuará a sê-lo mesmo após a derrocada dos bonapartistas. É por isso que ainda hoje o Museu de Capodimonte, cercado por um magnífico jardim com vista panorâmica de Nápoles, oferece a interessante possibilidade de visitar ao mesmo tempo uma rica galeria de obras de arte e um palácio que por anos foi a residência dos reis e rainhas de Nápoles. Enfim, o Museu hoje abriga também boa parte dos objetos que foram de propriedade real e que estão em exposição: inúmeros jogos de porcelana, finas obras de ourivesaria, bem como uma coleção de espadas e armaduras antigas tornam a visita a este Museu realmente imperdível!.

Salão de festas do Palácio de Capodimonte, antiga residência da família real.
Salão de festas do Palácio de Capodimonte, antiga residência da família real. Foto: John Karwoski / Flickr

Como você pode ver, Nápoles é uma cidade rica e fascinante, que proporciona a quem a visita uma enorme gama de experiências diferentes: da paisagem à cultura; da culinária à história; da natureza às artes, Nápoles te dará sempre um ótimo motivo para voltar à Itália e matar as saudades!

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