Lago Maggiore e a exuberância estética da Modernidade

Pontos Turísticos - 19/05/2017
Por Adrian Theodor
Foto de capa: Stevanzz

Em nosso primeiro texto da série “Lagos Italianos”, visitaremos o Lago Maggiore, localizado a mais ou menos 70 km ao Noroeste de Milão, na fronteira com a Suíça, dentro das Regiões da Lombardia e Piemonte.

Com Regime Misto, tendo suas águas abastecidas tanto pela neve que vem dos alpes, quanto pelos rios que o circundam, o Lago Maggiore envolve 11 ilhas dos mais diversos tamanhos. Dentre elas, destacamos três, que podem ser inseridas em um roteiro de viagem: Isola BellaIsola Madre e Isola Superiore.

Vista panorâmica do Lago Maggiore, três ilhas Borromeu (Isola Bella, Superiore, Madre) e as montanhas dos alpes italianos e suíços. Foto: Boris Stroujko

O ideal é chegar ao Lago pela Comuna de Stresa, na Província de Verbania, a partir de Milão. Por ali encontrará maior infraestrutura para as possíveis visitas ao lago, porém, também pode assinalar como destino as Comunas de Arona, Meina, Belgirate, Baveno ou Angera (na Costa Leste do Lago). Há inúmeras opções de aluguel de carros em Milão, uma das maiores cidades da Itália, mas também é possível encarar a viagem, de cerca de uma hora, pegando um trem na Estação Central.

Isola Bella – Lago Maggiore. Foto: Marina99

Em Stresa, se o seu roteiro for de um dia, agende passeios de barco pelas Ilhas mais importantes do magnífico lago. É possível que você consiga ver as três ilhas por cerca de 15-20 Euros, mas aconselhamos que pesquise os valores antes de sua viagem. Opte pelos períodos de março a outubro, quando as visitações às ilhas são garantidas. Nem sempre conseguirá vê-las em sua plenitude no inverno europeu. Se conseguir ficar por aqui por pelo menos mais um dia, visite também as Comunas de Arona e de Angera. A seguir, nossas principais dicas e impressões sobre as visitas às ilhas no Lago:

Isola Bella

A ilha é totalmente ocupada pelas construções do Palácio Borromeu e seu imenso jardim. As construções do palácio e do jardim foram iniciadas no século XVII, por Carlos III de Borromeu, em homenagem a sua esposa, Isabella D’Adda, e só seriam completos décadas depois, já quase no século XVIII.

Isola Bella – Lago Maggiore. Foto: Christopher Miller
Isola Bella – Lago Maggiore. Foto: Francisco Javier Gil Oreja

É possível andar pela ilha sem pagar entrada. Entretanto, a visitação ao jardim e ao palácio não são gratuitas. Recomendamos que faça as duas visitas. Os detalhes da construção suntuosa do palácio e a estrutura cuidadosamente arquitetada do jardim farão valer a pena. Ambos são símbolos resistentes do modo de vida cortesão da Idade Moderna, assim como do domínio estético empreendido pelo ser humano a partir de sua apropriação da natureza.

Hall do Palácio Borromeu na Isola Bella – Lago Maggiore. Foto: Anton Ivanov

Isola Madre

Outra ilha componente do chamado Arquipélago Borromeu, a Madre, além de outras obras arquitetônicas, também é composta por um Palácio e um jardim, construídos pela família Borromeu. O jardim inglês, todavia, reconhecido no mundo inteiro, é muito maior do que o encontrado em Isola Bella, compondo cerca de 8 hectares de terra.

Isola Madre – Lago Maggiore. Foto: Elesi
Jardins da Isola Madre, Lago Maggiore. Foto: Elesi
Jardins e piscina da Isola Madre, Lago Maggiore. Foto: Elesi

A Isola Madre é a primeira do Lago Maggiore a receber a ocupação humana e a transformação arquitetônica e estética da família Borromeu. Aqui, a suntuosidade em que viviam as famílias monárquicas no século XVII e XVIII ficam evidentes em cada centímetro da ilha. Assim como sua apropriação definitiva da natureza não apenas como matriz da pesquisa botânica, porém fonte de prazer estético hedonista, tão bem-vindos aos europeus letrados desde o Renascimento.

Isola Madre – Lago Maggiore. Foto: Luca Lorenzelli

Isola Superiore

Também conhecida como Ilha dos Pescadores, é a única das três ilhas efetivamente ocupada constantemente por habitantes da região. Diferentemente de suas vizinhas, esta ilha não encantará o viajante pela exclusão deslumbrante da estética Moderna, mas sim pela pacata, porém intensa, vida local, baseada na pesca e no turismo.

Isola dos Pescadores – Lago Maggiore. Foto: Stevanzz

Se possível, visite a ilha em meados de agosto, quando acontece a festa anual para Maria, mãe de Jesus. Ao longo da festa, barcos iluminados cercam a ilha, destacando imagens da santa. Durante o festival, é possível apreciar comidas típicas da região, assim como, é claro, beber uma boa taça de vinho.

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