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A Toscana dos Etruscos

Regiões Italianas - 06/10/2017
Por Adrian Theodor

A Toscana é uma das regiões da Itália mais relevantes em nossos roteiros de viagem oferecidos neste blog. Se ainda não conhece a região, recomendamos que também entre em contato com os outros textos que escrevemos sobre a Toscana: Florença, a Capital da Toscana; A Toscana Desconhecida; 3 Preciosidades da Toscana.

No roteiro de hoje, todavia, destacamos aspecto o histórico ímpar desta região tão rica no centro da Itália, a saber, sua ocupação etrusca.

Poderíamos retomar a história da ocupação territorial da Toscana desde o costumeiramente denominado período da Pré-História, nas Eras do Cobre ou do Bronze. Entretanto, nos interessa aqui, especificamente a Antiguidade Clássica, contemporânea à formação de Roma, a partir do século VI a.C. E isto porque, nesta época, com atenção especial à Província de Grosseto, tem início a ocupação etrusca na região da Toscana. Ocupação que, ainda na Antiguidade, cairá sob domínio romano, a partir do século III a.C., marcando com ainda mais profundidade a preciosa história não só da Província de Grosseto, como de toda a região da Toscana.

Grosseto

Inicie seu roteiro desbravando a Província de Grosseto, localizada a mais ou menos 15 quilômetros do Mediterrâneo.

Dica: Para conhecer profundamente a história da ocupação etrusca da região, recomendamos que passe aqui ao menos dois dias de sua viagem. As construções religiosas e os campos arqueológicos merecem sua atenção e, portanto, um pouco mais do seu tempo.

Tente dividir sua visita em duas partes principais. A primeira dedicada aos aspectos históricos e estéticos mais gerais da Província, que ultrapassam suas origens, visitando principalmente seu centro histórico. A segunda, ao conhecimento histórico das ocupações antigas, conhecendo os Burgos de Sovana e Pitigliano. Recomendamos, inclusive, que faça uso de um guia especializado, com o objetivo de aproveitar profundamente sua estadia. Consulte seu agente de viagens para esta indicação.

No centro histórico, não deixe de conhecer a Piazza del Duomo e, claro o próprio Duomo di San Lorenzo, com fachada reformada desde o século XIX, bicolor em vermelho e branco, esculpida em Mármore de Caldana, porém existente desde o período medieval.

Duomo di San Lorenzo

Também circule pela Piazza Dante, também conhecida como Piazza delle Catene, em forma de trapézio, sede das principais construções da cidade, como o Palazzo Aldobrandeschi, no coração do centro histórico; e o Monumento a Canapone, em homenagem ao grão-duque Leopoldo II de Lorena.

Monumento a Canapone

É imperdível um passeio ao redor das muralhas de Grosseto, que abraçam todo o seu centro histórico desde o século XII, e são exemplos únicos de paredes contínuas que sobreviveram à contemporaneidade. Destacamos, neste périplo, a Porta Corsica, ponto de acesso alternativo ao centro histórico e o Cassero Senese, construído no século XIV como fortificação militar para proteger uma das seções do Muro e que sobreviveu às reformas do século XVI, mantendo seu aspecto arquitetônico original.

Sovana

O pequenino Burgo de Sovana, com um pouco mais de 100 habitantes, é composto de uma única via de acesso, que se inicia na Via dell’Oratorio, na Rocca Aldobrandesca di Sovana, e termina na praça do Duomo. E é justamente sua aparente simplicidade o ponto alto de nossa visita por aqui. Como em todo nosso trajeto pela Itália, Sovana demonstra um cuidado histórico impecável, preservando em toda a sua extensão a origem etrusca, assim como demonstrando a posterior ocupação romana e as sucessivas camadas e tempos históricos que a trouxeram para os dias atuais.

Ao longo das pequenas ruas de pedra e casas cor de mel enfeitadas com flores, é possível conhecer seus preciosos elementos históricos, tais como:

Sítio Arqueológico de Sovana: essencial para se entender a ocupação da civilização etrusca, na Antiguidade. São parte deste complexo o Parque Arqueológico Città del Tufo e o Museu Arqueológico. Aqui também é possível compreender a formação geológica de Sovana, conhecida pelo conjunto de rochas chamadas de tufo, constituídas por baixa densidade e formada por grãos que se esfarelam, por causa de sua natureza calcária.

Chiesa di Santa Maria Maggiore: Igreja principal do Burgo, localizada na Piazza del Pretorio, oferece oportunidade de imersão histórica incomparável, por demonstrar as diversas camadas de ocupação populacional e de passagem do tempo. Construída no século XII, possui transformações arquitetônicas datadas dos séculos XV, XVI e XVII; além de abrigar obras datas do período medieval, passando pelo Renascimento, até o século XVI.

Palazzo Pretorio: construído também no século XII, como habitação de Aldobrandino VIII, hoje é sede do Museo di Arte di Sovana.

Rocca Aldobrandesca: ponto de entrada do Burgo, a Fortaleza tem origem no período antigo da ocupação etrusca. Acabou por se deteriorar ao longo da Idade Média, e restaurado pelos ocupantes romanos provenientes de Siena, a partir do século XV. Após novo período de degradação, chegou a ser renovado pela Família Médici, no século seguinte. Atualmente, além de representar a porta de entrada para Sovana, oferece verdadeiro pergaminho das sucessivas ocupações pelas quais passou o Burgo.

Rocca Aldobrandesca

Pitigliano

Também mantendo a tradição da origem etrusca, o Burgo de Pitigliano deve ser conhecido através de uma caminhada pela Via Cava, que se abre através das paredes calcárias de tufo. O trajeto tem mais ou menos 5 quilômetros, e dura aproximadamente uma hora e meia. É um percurso cavado na rocha pelos próprios etruscos, preservado até os dias atuais.

Via Cava

Neste Burgo construído no topo de uma colina rochosa, é possível conhecer as habitações tradicionais, erguidas com as mesmas rochas que compõem o solo. Suas ruas e ruelas escondem a cada passo um pouco de sua história antiga e medieval, com túneis e tumbas e celas etruscas talhadas há mais de 4 mil anos e somente vislumbradas na penumbra.

Entre os principais pontos de visita ao centro histórico de Pitigliano, em nosso roteiro, estão:

Piccola Gerusalemme: bairro de origem judaica, a Pequena Jerusalém é ocupada desde os primórdios do século XV, entretanto habitada sistematicamente a partir das grandes perseguições católicas europeias do século XVI, consequência do enrijecimento da Contrarreforma religiosa em toda a Itália e na Europa.

Palazzo Orsini: o Palácio Orsini é uma das construções mais importantes do centro histórico de Pitigliano, na Província de Grosseto. Tem origem no século XI e chegou a ser a fortaleza principal do Burgo. Atualmente, sua estrutura é composta por gesso e algumas partes em tufo, a já mencionada rocha característica da região. Próximos à porta de entrada do Palácio, pode-se visitar o Museu Diocesano de Arte e o Museu Etrusco.

Duomo di Pitigliano: a Catedral de São Pedro e Paulo, na Piazza San Gregorio, é o ponto religioso central do Burgo de Pitigliano. A primeira menção a um tempo religioso no Burgo data do século XI, porém, é apenas no século XV que o colegiado transformado em Catedral no século XIX realmente ganha forma. As sucessivas alterações da fachada e da parte interna da Catedral, do renascimento ao Barroco, oferecem aula importante não apenas sobre a história do Burgo, como também de sua constante comunicação com a religiosidade católica.

Vista interna do Duomo di Pitigliano

Museo Etrusco: situado no interior do Palazzo Orsini, o Museu Etrusco é essencial para uma compreensão mais profunda desta ocupação específica não apenas em Pitigliano, como em toda a região da Toscana. Apesar de pequeno, o Museu se divide em duas sessões, com exposições de dois sítios arqueológicos diversos. Um com restos do Burgo de Poggio Buco e a outra com objetos remanescentes do próprio Burgo de Pitigliano. Trata-se de parada obrigatória para entender a formação histórica da região desde a Antiguidade.

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