Lago de Como – Arte, Natureza e História ao Norte da Itália

Arte e Arquitetura - 29/05/2017
Por Adrian Theodor
Foto de capa: Eleonora Travostino

Continuando nossa série sobre os Lagos mais importantes da Itália, hoje apresentamos a você o Lago de Como, de origem glacial, localizado na Região da Lombardia, ao Norte do país. Se ainda não leu nosso roteiro para o Lago Maggiore, não perca!

O terceiro maior Lago da Itália, com cerca de 146 Km², é um destino bastante disputado no país, principalmente no período do verão, quando visitantes não só italianos, mas do mundo todo, dividem espaço em uma paisagem exuberante dos alpes. Para chegar ali, o melhor trajeto partindo do Brasil é descer em Milão e alugar um carro. Porém, assim como sugerimos na visita ao Lago Maggiore, é possível percorrer de Milão às Comunas que ladeiam o Lago de Como utilizando-se do transporte ferroviário.

Panorama Lago de Como. Foto: Marco Saracco

Uma informação geográfica importante é ter em mente que o Lago tem o formato que lembra a letra “Y”. Não só pelo seu aspecto de curiosidade, esta informação é essencial para decidir sua hospedagem. Se escolher a maior infraestrutura de Como, em uma das pontas do formato em “Y”, a Comuna mais populosa das margeadas pelo Lago de mesmo nome, ficará mais distante dos principais pontos de visita, perdendo um pouco mais de tempo com o transporte. Por outro lado, se optar por disputar espaço com o turismo mais efervescente em Bellagio ou Tremezzina, poderá não apenas desfrutar da belíssima vista da parte mais central do Lago, como também se deliciar com a arquitetura local. Na imagem abaixo, por exemplo, vista da graciosa Comuna de Bellagio:

Bellagio – Lago de Como. Foto: Afinocchiaro

Independentemente de onde escolher se hospedar, não deixe de percorrer o máximo possível do Lago. Opte pelos barcos públicos, que saem em visitações ao redor das Comunas e da Ilha de Comacina, em horários definidos, ao longo de todo o dia. Existem duas opções principais de barco público, com velocidades diferentes de trajeto ao longo dos pontos de parada. Se estiver em grupo, também é possível alugar um dos inúmeros barcos particulares disponíveis. Entretanto saiba que esta liberdade maior de ir e vir significará investimento de uma quantia substancialmente maior em dinheiro. É sempre importante reservar com antecedência esses valores e consultar os horários de saída e chegada dos barcos. O seu agente de viagem certamente saberá de todos os detalhes.

Todavia, como sempre gosto de destacar, caminhe e contemple. Não tenha pressa. Fotografe. Observe com atenção. Suspire em introspecção. Os diversos tons de azul do Lago podem se tronar palhetas de sua própria memória, se assim você permitir.

Em seu roteiro, inclua sem sobra de dúvidas a romântica Comuna de Bellagio, principalmente o belo jardim da Villa Melzi. Pare um tempo em um dos pontos de observação desta pérola do Lago Como para vislumbrar o horizonte. No verão, com céu aberto, a imagem das montanhas ficará impressa em sua memória.

Villa Melzi – Bellagio – Lago de Como. Foto: Janos Gaspar

Também visite a Comuna de Como, ponto de veraneio obrigatório desde o século XVIII e que já abrigou escritores importantíssimos como Gustav Flaubert e Stendhal. É possível se perder pelas ruas estreitas de Como à procura de bons restaurantes e vinhos. Comer e beber por lá não é um dos roteiros mais baratos da Itália, mas você consegue encontrar pratos a mais ou menos 10 euros. Conheça o Duomo, catedral principal de Como, a Villa Olmo e o templo Voltiano, em homenagem ao grande cientista Alessandro Volta, inventor, por exemplo, da pilha elétrica.

Catedral de Santa Maria Assunta (Duomo de Como). Foto: Joaquin Ossorio-Castillo

A única ilha do Lago, Comacina, também merece sua atenção, principalmente por seu caráter histórico. Fortificação militar desde o Império Romano do Ocidente e do Império Bizantino, já pertenceu ao Rei da Bélgica e voltou às mãos italianas desde o século XIX. Por lá, conheça as “casas para os artistas”, construídas segundo as diretrizes do Racionalismo em voga no século XX, para receber artistas belgas. Em contraste, aproveite também para conhecer a Igreja de San Giovanni e as fundações de outros templos destruídos ao longo da Idade Média, como San Pietro in Castello. A ilha nos mostra o que a Itália insiste em preservar: sua riquíssima ambivalência entre a permanência do passado e as transformações que antecipam o futuro.

Ilha Comacina. Foto Jojjik

Em Tremezzo, “terra do meio”, na região central do Lago, é essencial que passe pela Villa Carlotta, um dos palácios mais conhecidos dali, construído desde o século XVII. Além da visita ao palácio, hoje um museu, também é possível caminhar pelo jardim botânico, símbolo da estética burguesa orientada pelo domínio da natureza.

Villa Carlotta em Tremezzo – Lago de Como. Foto: Eleonora Travostino

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