Campânia: Culinária, Natureza e História

Enogastronomia - 31/03/2017
Por Adrian Theodor

Banhada pelo Mar Tirreno, é uma das mais populosas Regiões da Itália. Oferece abundantes possibilidades turísticas, variando entre inúmeros Patrimônios da Humanidade definidos pela UNESCO, potência natural e, claro, vastíssima riqueza histórica.

A seguir, deixamos com você, em nosso primeiro texto sobre a Campânia, seis oportunidades de viagem imperdíveis para quem deseja conhecer a Itália mais profundamente.

1. Nápoles

Capital da Região da Campânia, Nápoles (foto de capa) oferece não apenas sua famosa pizza, como também grandes riquezas históricas e naturais. Caminhe pela Via Cristóvão Colombo e inicie seu roteiro admirando a bela orla marítima da cidade. Depois, encontre no centro da cidade um guia especializado e visite seus principais pontos turísticos.

Não deixe de conhecer o Castel Nuovo, construído na Idade Média e que já foi residência real, centro produtor de obras de arte e forte militar.

Castel Nuovo – Nápoles

Dê uma volta pelo Ilhéu de Magáride e visite o Castel dell’Ovo, o mais antigo de Nápoles, e o Museu Arqueológico, que te mostrará desde a história das ocupações greco-romanas na Itália, até o misterioso Gabinete Secreto, fechado para o público durante o período fascista e hoje plenamente aberto para visitações.

Castel dell’Ovo – Nápoles

Agora, claro que você precisa também conhecer a culinária napolitana! Então, recomendamos que conheça a típica pizza de Nápoles na Pizzeria Brandi, próxima à Prefeitura. Ou almoce no simpático Ristorante Ciro dal 1936, no vilarejo de pescadores próximo a Castel dell’Ovo. Ou ainda observe a romântica Baía de Nápoles das janelas do La Cantinella, que mistura a tradicional cozinha napolitana com toques de modernidade e personalidade única.

2. Caserta

Ao chegar na Comuna de Caserta, esteja preparado para um banho, não, uma inundação de história. Concentre sua visita na Reggia di Caserta, no Palácio Real, por pelo menos, dois dias. É possível visitar o complexo do Palacio em um dia, para observações arquitetônicas, um passeio pelo parque principal e uma vista nos dois jardins mais importantes. Entretanto, se o objetivo for um conhecimento histórico mais profundo, recomendamos duas visitas.

Detalhe de Reggia di Caserta

Construído a partir do século XVIII, pelo Rei Carlos III de Espanha, Reggia di Caserta é considerado o maior palácio do mundo (mesmo quando comparado ao magnífico Palácio de Versalhes, de Luís XIV) e uma das maiores expressões do Barroco italiano (com forte influência do espanhol). Foi edificado como residência real para representar a Capital Nápoles, muito próxima do litoral e, por isso, mais vulnerável.

Vista panorâmica de Reggia di Caserta

É considerado Patrimônio Histórico da Humanidade pela UNESCO e possui mais de 1200 quartos, em seus praticamente 47 mil Km². Ali, para além das dependências do castelo, como a Cappela Palatina ou a Sala do Trono, poderá contemplar uma galeria de imagens que se dividem em 9 salas; a Terrae Motus (coleção vasta de arte contemporânea); o Parque Real, com mais de 120 hectares de superfície, 6 fontes d’água e os jardins à italiana e à inglesa.

Parque Real de Reggia di Caserta

3. Sorrento

Pequenina e charmosa, ao sul da Baía de Nápoles, Sorrento é um excelente ponto de parada na Campânia quando já conheceu a exuberância do litoral amalfitano e a potência histórica de Caserta, sintetizando, portanto, o que a Itália oferece de melhor aos seus visitantes.

Vista panorâmica de Sorrento

Organize o eixo de sua estadia em Sorrento na Corso Italia, sua avenida principal; a Piazza Tasso, onde poderá encontrar a maior movimentação de pessoas e grande concentração de lojas, restaurantes, osterias, sorveterias e galerias de arte; e a Villa Comunale, onde visitará a Igreja de São Francisco e poderá apreciar o despenhadeiro que forma a geografia de Sorrento e permite uma vista magnífica do litoral. O beira-mar do Mar Tirreno em Sorrento é belíssimo e vale sua pausa reflexiva. É possível também avistar o Mar Mediterrâneo da Igreja de São Francisco e você não vai querer ter pressa ao parar por aqui.

Costa de Sorrento. Foto: Alexandr I

Não deixe de experimentar o Gnocchi alla Sorrentina, feito de massa de batata e servido com molho de tomate caseiro e mozzarella. Conheça também o museu Correale de Terranova, com obras que se estendem do século XV ao XIX. História, natureza e culinária fazem de Sorrento, como já dissemos, um resumo da Itália, tornando sua parada aqui obrigatória em um roteiro para a Campânia.

4. Ilha de Capri e Costa Amalfitana

Verdadeiras pedras preciosas da costa do Mediterrâneo, a Ilha de Capri e a Costa Amalfitana são passagens obrigatórias se você está visitando a Região da Campânia. Estão entre os destinos turísticos mais procurados por viajantes do mundo todo, seja por suas belezas naturais, ou por sua importância histórica.

Na Ilha de Capri, não deixe de visitar a Gruta Azul. Deixe-se guiar por um barqueiro experiente, em um barco à remo, e explore uma caverna formada naturalmente sob a ação erosiva e com entrada de apenas um metro de altura e dois de largura. Você vai se surpreender com a água azul, cristalina, e os reflexos prateados nas “paredes”. Mas lembre-se: a entrada na gruta depende das condições climáticas de cada dia. A condição dos ventos e do nível da maré podem tornar impossível a visitação.

Gruta Azul em Capri

Na Costa Amalfitana, Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO, aproveite as diversas possibilidades de avistar o Mar Mediterrâneo, o “mar cor de vinho”, eternizado na Odisseia de Homero ou na prosa notável de Leonardo Sciascia. Cada pequena rua, ladeada pelas casinhas lindas e coloridas no sopé da montanha, oferece um terraço para a imensidão azul.

Vista da Costa Amalfitana

Na Costa, é imperdível que invista tempo em Amalfi, importantíssima República Marítima italiana no fim do Império Romano; Positano, romântica como uma concha encrustada nos Montes Lattari e Ravello, com seus famosíssimos terraços que avistam o infinito, muito visitados ao longo da história por ilustres como Greta Garbo, D. H. Lawrence ou Virginia Woolf.

Positano – Costa Amalfitana

5. Salerno

Salerno, uma das maiores concentrações portuárias do Velho País, costuma ser pouco procurada pelo turismo brasileiro, que acaba preferindo viajar para a Costa Amalfitana, por exemplo. Mas é possível sim agregar esta Comuna ao seu roteiro pela Campânia ou pelo Sul da Itália.

Vista aérea de Salerno

Você vai mesmo preferir o litoral deslumbrante da Costa Amalfitana ou da Ilha de Capri, se suas intenções forem apenas conhecer as praias do Sul da Itália, todavia, aqui, você pode desbravar todas as promessas que uma grande cidade pode oferecer. Desbrave o território como um “local” e perambule pela intensa vida citadina da Comuna de Salerno, descobrindo seus inúmeros restaurantes, bares, cafés e, claro, se surpreendendo com o cuidado histórico tradicional da cultura italiana.

Não deixe de conhecer: o Centro Histórico de Salerno, em especial, oferece diversas oportunidades para um aprofundamento cultural do visitante e deve ser percorrido à pé com o máximo possível de atenção. Envolvida numa tensão entre o moderno e o tradicional, Salerno guarda surpresas a cada esquina, como deve ser em um lugar que preserva sua origem medieval. Visite o Palazzo Fruscione, construído ao longo do século XIII; a Igreja da Santíssima Anunciação, a Igreja de São Jorge, a Igreja de Santo Agostinho e a Catedral de Salerno; o Museo Arqueológico Provincial de Salerno, com exposições detalhadas desde o período histórico romano até as indagações contemporâneas da ciência arqueológica.

Palazzo Fruscione – Salerno

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