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A Campânia Vulcânica

Regiões Italianas - 13/04/2017
Por Adrian Theodor

Em nosso primeiro texto sobre a Campânia, visitamos sua imensa riqueza histórica e maravilhas litorâneas de tirar o fôlego. Ainda na chamada “canela” da bota que forma o mapa italiano, apresentaremos 5 visitas que são passagem obrigatória em sua viagem por aqui.

1. Vesúvio

O Vulcão Vesúvio, formação geológica com altitude de 1.281 metros, é o único ativo na parte continental da Itália, já que o Etna se localiza na ilha da Sicília e o Stromboli na ilha de mesmo nome. Atualmente em estado quiescente, ou seja, dormente, permanece ativo e, apesar de ter tido sua última erupção registrada em 1944, ainda ameaça a existência de uma população de cerca de 3 milhões de pessoas que vivem em seus arredores.

Ruínas de Pompeia

Mas não são apenas suas curiosidades geológicas que atraem o viajante. A visita torna possível não apenas compreender a importância histórico-geográfica do vulcão, como também sentir a força vibrante da natureza, que costumamos ignorar em nossa vida agitada dos grandes centros urbanos. A potência da natureza não é apenas criadora, como também devastadora. E entrar em contato com tamanha verdade, é também parte da compreensão que podemos ter sobre o papel que desempenhamos no universo que nos abriga. Contemplar a manifestação pulsante do centro da terra é também revistar a profundidade de si mesmo.

2. Pompeia

São poucas as pessoas que desconhecem ao menos uma parte da história de Pompeia, destruída pelo Vulcão Vesúvio em 79 d.C. Todavia, é importantíssimo que em sua passagem pela Campânia, você invista um pouco do seu tempo para se aprofundar nesta verdadeira aula de história e arqueologia a céu aberto. Recomendamos, portanto, uma visita guiada às ruínas de Pompeia.

Ruínas de Pompeia

Aqui, não apenas poderá descobrir as consequências de uma violenta erupção vulcânica, como também enxergar o valor da preservação arqueológica e histórica, típica da Europa, de modo geral, e da Itália, particularmente. Porque a ciência histórica não é apenas sobre ensinar ao futuro os acontecimentos do passado. Preservar a História é também sobre ter cuidado intenso com a própria existência humana, um respeito profundo à identidade daqueles que pisaram o planeta antes de nós. Trilhar as ruas de Pompeia é como caminhar sobre vestígios. E são esses escombros que nos fazem recordar aqueles que já se foram. E recordar dever ser o que faz vibrar nossos corações.

Em Pompeia, não deixe de visitar: A Casa do Fauno, Casa dos Vettii, Villa dei Misteri, Teatro Grande, Fórum, Anfiteatro, Templo de Apolo, Termas, Lupanário e O jardim dos mortos. Par nós, pareceu uma visita à própria Antiguidade Romana, tamanho o estado de conservação arqueológica.

3. Ercolano

Assolada igualmente pela força da erupção do Vesúvio em 79 d.C., Ercolano (em português, Erculano, ou Herculano) também é cuidadosa em preservar a memória de seus habitantes antigos. É menor do que Pompeia, permitindo que sua visita tome um pouco menos de tempo. É possível, portanto, visitar o Vesúvio, Pompeia e Ercolano em mais ou menos dois dias.

Diferentemente de sua vizinha Pompeia, Ercolano é menor e, devido à sua posição geográfica, comprimida entre o Golfo de Nápoles e o Monte Vesúvio, foi rapidamente engolida pela lava da histórica erupção (ao contrário do que se conhece popularmente no Brasil, Pompeia foi vítima muito mais dos gases tóxicos e cinzas emitidas pelo Vulcão do que pela lava propriamente dita). É, assim, mais preservada no que se refere à visão arquitetônica e humana de seus vestígios históricos, principalmente em seus elementos em madeira, por exemplo, possibilitando uma compreensão ainda maior do que fora a vida cotidiana deste pedaço da Antiguidade Romana.

Ruínas de Ercolano

Não deixe de visitar os pórticos da antiga orla marítima de Ercolano. Ali, amontoados, estão dezenas de esqueletos daqueles que, provavelmente, tentaram escapar da erupção em embarcações ancoradas. Os vestígios materiais, mostram, contudo, o resultado trágico desta intenção.

4. Ilha de Ischia

É muito provável que, se chegou até a Campânia por alguma ilha, sua escolha foi a badalada Ilha de Capri, a mais famosa e procurada pelo turismo brasileiro. Certamente Capri é belíssima e inclusive já a indicamos em nosso blog. Porém, pensamos ser essencial que também conheça a Ilha de Ischia (a pronúncia em português seria “Ísquia”), no Golfo de Nápoles, a um pouco mais de 40Km do litoral da península.

A ilha tem origem vulcânica e relevo montanhoso, muito parecida, neste sentido, com as mais conhecidas em Capri ou Sicília. Mas, seu grande diferencial turístico, definitivamente, são suas mais de 100 fontes termais de água. Para alguns, inclusive, a diversidade de águas naturalmente quentes, possui poderes milagrosos de cura.

Ilha de Ischia

Aqui, não terá dificuldades em encontrar um bom hotel, desde que reserve com antecedência. As ofertas são inúmeras, assim como a variedade. Não faltará também ao visitante descanso não apenas para a visão, cada pedaço da ilha é uma passagem para o belíssimo Mar Tirreno, como também para o corpo.

Não deixe de visitar o Castelo Aragonês, localizado na porção oriental de Ischia, em uma ilhota formada por longuíssima ação erosiva, e ligada à Ilha principal por uma ponte de pedra. A construção original é datada ainda da Antiguidade e reformada sucessivamente ao longo dos séculos, até a formação que lhe dá nome, no século XV, por Afonso V de Aragão.

Vista panorâmica da Ilha de Ischia

5. Campi Flegrei

A última formação vulcânica de nosso roteiro não é apenas um dos fenômenos geográficos mais incríveis desta viagem, como também de todo o mundo. Os Campos Flégreos, em sua denominação na língua portuguesa, situados a 9Km a Noroeste de Nápoles, no Golfo de Pozzuoli, formam um complexo de aberturas vulcânicas com 24 crateras em sua caldeira principal. Grande parte deste sistema está submerso ou ao nível do mar, o que permite visitação a pé. Por mais que seja ativo, os Campos se caracterizam principalmente não por suas erupções, porém sim por fenômenos hidrotermais, como intensas expansões de gases e vapor, imensas crateras abertas e águas termais.

Se na visita ao Vesúvio, sentimos a força da natureza em sua tensão entre o estético e o potencial devastador, aqui essa dimensão aumenta ainda mais. Passe tempo aqui. Contemple a exuberância da Natureza. Olhe para dentro de si mesmo. A viagem mais pura que pode existir é aquela em que não olhamos apenas para o que externo, mas nos encontramos a nós mesmos, tão íntimos quanto novos. Boa viagem!

Campi Flegrei

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